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TSE quer ouvir PGE sobre desistência de Garotinho antes de decidir sobre recurso

Garotinho desiste de recurso no TSE O ministro Floriano Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste...

TSE quer ouvir PGE sobre desistência de Garotinho antes de decidir sobre recurso
TSE quer ouvir PGE sobre desistência de Garotinho antes de decidir sobre recurso (Foto: Reprodução)

Garotinho desiste de recurso no TSE O ministro Floriano Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste em até dois dias sobre o pedido de desistência apresentado pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) no recurso contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro. Garotinho desistiu do recurso nesta segunda-feira, depois do primeiro turno das eleições. O ministro, porém, não homologou a desistência de imediato. Ele determinou o envio do processo à PGE, que terá dois dias para se manifestar tanto sobre o recurso quanto sobre o pedido de desistência. Na decisão, Floriano Marques também considerou prejudicado o pedido de tutela de urgência apresentado por Garotinho. O candidato havia pedido, entre outras medidas, a manutenção dos direitos de sua candidatura enquanto o recurso estivesse em análise, incluindo acesso ao Fundo Partidário e ao Fundo Eleitoral, propaganda eleitoral gratuita e manutenção do nome na urna. Segundo o ministro, esse pedido perdeu o objeto após a realização do primeiro turno. O ministro registrou ainda que o TRE-RJ havia indeferido, por unanimidade, o registro da candidatura de Garotinho por falta de condições de elegibilidade relacionadas ao pleno exercício dos direitos políticos e à filiação partidária, além da incidência de uma causa de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. Garotinho teve 274.411 votos, o equivalente a 3,17% dos votos, segundo o sistema de divulgação de resultados da Justiça Eleitoral. A decisão pode mudar o resultado da eleição no estado e dar a vitória a Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno (entenda). Garotinho desiste de recurso no TSE, e Ruas pode ser declarado eleito em 1º turno Garotinho se diz 'perseguido' Em entrevista coletiva, Garotinho leu uma carta escrita no domingo (4) na qual disse se sentir "perseguido" e que há anos vem "denunciando o apodrecimento das instituições do Estado, que foram capturadas pelo crime e a corrupção". "A votação de hoje [domingo] representou a consagração dos corruptos, grande parte reeleita para Alerj [Assembleia Legislativa] e a Câmara Federal. Após acusações contra Ruas e o seu concorrente, Eduardo Paes (PSD), que disse terem "cúmplices no alto escalão", Garotinho negou apoio em um eventual segundo turno, criticou o voto dos eleitores fluminense e afirmou: "Em função do resultado manifestado pela população nas urnas, não me resta outra opção jurídica a não ser desistir, de forma livre, expressa, consciente e irretratável. Que agora o povo arque com as consequências do que eles fizeram", disse. O ex-governador disse também que faria a desistência do recurso mesmo se Paes estivesse na frente e fosse o beneficiado pela vitória no primeiro turno. "Teria até mais prazer se fosse com ele." Garotinho afirmou ainda que "milicianos, corruptos e políticos aliados ao tráfico tiveram votação expressiva "e disse que Ministério Público, Justiça Eleitoral e polícias Civil e Federal teriam conhecimento de irregularidades. O que foi protocolado? Octávio Guedes: Garotinho desiste de eleição por Ruas A defesa de Garotinho protocolou no TSE um termo de desistência do recurso ordinário eleitoral que discutia o registro da candidatura. O processo está sob relatoria do ministro Floriano de Azevedo Marques. No documento, protocolado às 14h09, os advogados afirmam que a decisão de Garotinho é “livre, expressa, consciente e irretratável”. Os advogados citam o artigo 998 do Código de Processo Civil e sustentam que Garotinho pode desistir do recurso a qualquer momento, sem necessidade de concordância das demais partes. O resultado, no entanto, ainda depende da formalização da desistência e de uma eventual retotalização pela Justiça Eleitoral. O tribunal ainda não se posicionou. "Eu fiz a minha parte. Se vai dar, se não vai dar, é um julgamento marcado lá. Eu fiz questão de fazer [protocolar] hoje cedo", disse Garotinho. O que muda? Com 100% das urnas apuradas, Ruas teve 4.271.199 votos e apareceu com 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes (PSD), segundo colocado, recebeu 3.706.984 votos, ou 42,76%. Garotinho teve 274.411 votos, equivalentes a 3,17%. Sem os votos de Garotinho na base de cálculo, o percentual dos candidatos subiria, e Ruas ultrapassaria os 50% necessários para vencer a eleição no primeiro turno. Se os votos forem considerados nulos, porém, nada muda. O TSE não se posicionou sobre o que será feito caso o pedido de Garotinho seja aceito. Garotinho votou em colégio na Zona Sul do Rio Guilherme Vizane/ TV Globo Com os votos de Garotinho, a totalização reúne 8.669.038 votos distribuídos entre os nove candidatos. O resultado com 100% das urnas apuradas, ficou assim (só os três primeiros colocados): Douglas Ruas (PL): 49,27% — 4.271.199 votos Eduardo Paes (PSD): 42,76% — 3.706.984 votos Garotinho (Republicanos): 3,17% — 274.411 votos, anulados sub judice Nesse cenário, Ruas fica abaixo dos 50%, e os dois candidatos mais votados são convocados para o 2º turno. Sem os 274.411 votos de Garotinho, a base da totalização cairia de 8.669.038 para 8.394.627 votos. Com os mesmos votos recebidos pelos outros candidatos, mas uma base menor para o cálculo dos percentuais, os números sobem, e o cenário ficaria assim: Douglas Ruas (PL): 50,88% — 4.271.199 votos Eduardo Paes (PSD): 44,16% — 3.706.984 votos Nesse segundo cenário, Ruas ultrapassa os 50% e teria votos suficientes para vencer a eleição no primeiro turno. Liminar suspensa O processo de registro de candidatura de Garotinho foi indeferido pelo TRE-RJ por conta de uma condenação por improbidade administrativa. A defesa do ex-governador argumenta que o período de inelegibilidade teria se encerrado em julho — e recorreu. O recurso foi apresentado ao próprio TRE-RJ, que colhe parecer do Ministério Público Eleitoral e de outros interessados na ação — entre elas a coligação de Eduardo Paes — e remete à corte superior. Este é o processo que define a validade ou não dos votos dados a Garotinho. Em outra frente, o ex-governador entrou no TSE para garantir sua campanha mesmo com o indeferimento da candidatura. Foi nesse processo que o ministro Floriano Marques decidiu, na última sexta-feira (2), que os votos dados a Garotinho não deveriam ser considerados. No domingo, no entanto, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que os votos dados a Garotinho fossem “considerados no cálculo dos percentuais obtidos por cada concorrente ao pleito majoritário, até que seja proferida decisão colegiada pelo Tribunal Superior Eleitoral”.

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