Segurança diz que pediu para colega parar de agredir Cláudio Landeiro: 'Você vai ficar rindo? Tem noção do que fez?'
‘Gostou de matar meu irmão?’: parente confronta segurança preso por morte de ciclista em C O segurança Jorge Luiz Ricardo Dias, preso por envolvimento na...
‘Gostou de matar meu irmão?’: parente confronta segurança preso por morte de ciclista em C O segurança Jorge Luiz Ricardo Dias, preso por envolvimento na morte de Cláudio Rafael Landeiro, disse em depoimento que alertou e pediu a Davi Santos Machado, também preso, que não agredisse a vítima. Segundo ele, Davi ainda "achou graça" depois de cometer o crime. No início do depoimento, ele alega que pediu para Davi sair do local: “Davi, sai daí! Vai ficar batendo no rapaz aí? Se aparecer uma viatura, você vai rodar no flagrante”, relatou no depoimento na 12ª DP (Copacabana). Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, morreu após ser espancado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, na noite de 11 de agosto. Ele foi confundido com um ladrão depois de ser visto com uma bicicleta elétrica que, segundo a família, pertencia à irmã dele. Jorge relatou à polícia ainda que, durante o trajeto, questionou Davi: "Você vai ficar rindo? Tem noção do que você fez?". O homem seguiu o depoimento dizendo que o colega de trabalho não respo Homem com vareta deu 30 pauladas em Cláudio Reprodução/TV Globo Os dois seguranças envolvidos no caso foram transferidos para o presídio de Benfica, na zona Norte do Rio, nesta sexta-feira (21). Um dos entregadores também foi preso e o outro estava foragido. Em depoimento na 12ª DP, Jorge afirmou que não agrediu a vítima e que Davi pegou um cassetete em um restaurante para agredir Cláudio Rafael. Ele ainda declarou que acredita que Davi deu as ordens e instigou os dois entregadores do IFood, Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva, a cometerem o crime. Na delegacia, Jorge chegou a ser confrontado pela irmã da vítima, que questionou: "gostou de matar meu irmão?". Veja o vídeo acima. Cláudio saiu de casa, em Botafogo, de bicicleta e foi abordado na Rua Barata Ribeiro por um segurança que desconfiou que o veículo fosse roubado. Segundo a investigação, ele teve dificuldade para explicar que a bicicleta era da irmã. A abordagem terminou em agressões e ele foi levado para a Rua Felipe de Oliveira, onde foi cercado por outros homens. Cláudio Rafael Landeiro Reprodução Câmeras de segurança registraram o espancamento. As imagens mostram três homens agredindo Cláudio com socos, chutes e pauladas. Um deles aparece desferindo pelo menos 30 golpes com um pedaço de madeira. O ataque durou mais de sete minutos, e os agressores deixaram a vítima caída na rua. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Cláudio foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu. Segundo informações repassadas à família, ele morreu em decorrência de traumatismo craniano e hemorragia interna. A investigação é conduzida pela 12ª DP (Copacabana). A polícia identificou quatro homens suspeitos de participação no crime: dois seguranças e dois entregadores. Os seguranças são Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias. Davi aparece nas imagens agredindo Cláudio e teve a prisão decretada. Jorge se entregou à polícia e foi preso. Os dois entregadores foram identificados como Ailton José da Silva, de 24 anos, e Felipe Eduardo dos Santos Silva, de 23. Segundo a polícia, eles também aparecem nas imagens das agressões. A polícia trata o caso como homicídio qualificado. O delegado da 12ª DP afirmou que o crime começou com a abordagem pela bicicleta e classificou a ação como extremamente cruel, destacando que Cláudio não teve possibilidade de se defender.