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RJ tem 1,8 mil adolescentes e crianças acolhidos, com alta de 10,8%; metade não recebe visitas, aponta MPRJ

RJ tem 1,8 mil adolescentes e crianças acolhidos, com alta de 10,8%; metade não recebe visitas, aponta MPRJ O número de crianças e adolescentes acolhidos no...

RJ tem 1,8 mil adolescentes e crianças acolhidos, com alta de 10,8%; metade não recebe visitas, aponta MPRJ
RJ tem 1,8 mil adolescentes e crianças acolhidos, com alta de 10,8%; metade não recebe visitas, aponta MPRJ (Foto: Reprodução)

RJ tem 1,8 mil adolescentes e crianças acolhidos, com alta de 10,8%; metade não recebe visitas, aponta MPRJ O número de crianças e adolescentes acolhidos no estado do Rio de Janeiro aumentou 10,8% em 2026, segundo o 37º Censo da População Infantojuvenil Acolhida, que foi apresentado nesta sexta-feira (25) pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Ao todo, foram registrados 1.854 crianças e adolescentes em serviços de acolhimento neste ano. No mesmo período de 2025, eram 1.673. A negligência aparece como o principal motivo para o acolhimento, responsável por 46,1% dos casos. Negligência: 855 (46,1%) Abusos físicos ou psicológicos: 148 (8%) Abandono pelos pais ou responsáveis: 139 (7,5%) Em razão da própria conduta: 84 (4,5%) Situação de rua: 78 (4,2%) Transferência de outro regime de atendimento: 77 (4,2%) Abuso sexual ou suspeita de abuso sexual: 76 (4,1%) Os dados são produzidos a partir das informações registradas no Módulo Criança e Adolescente (MCA), sistema mantido pelo MPRJ desde 2007 para acompanhar a situação de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar. ✅ Siga o canal de notícias do g1 Rio no WhatsApp Quase 80% são pretos ou pardos O levantamento também traça o perfil das crianças e adolescentes acolhidos. Pretos e pardos representam 79,1% do total: são 1.467 dos 1.854 acolhidos. Entre eles, 860 foram registrados como pardos e 607 como pretos. A distribuição por idade mostra uma concentração importante na primeira infância: 0 a 6 anos: 586 (31,6%) 7 a 11 anos: 506 (27,3%) 12 a 15 anos: 510 (27,5%) 16 a 18 anos: 252 (13,6%) O número de meninos e meninas é praticamente idêntico: são 928 do sexo masculino e 926 do feminino. O próprio MPRJ destaca que, na comparação histórica, houve avanço da participação da primeira infância entre os acolhidos, além de uma redução do tempo médio de institucionalização e de uma desconcentração dos acolhimentos em relação à capital. 202 estão aptos à adoção O censo aponta ainda 202 crianças e adolescentes aptos à adoção, o equivalente a 10,9% de toda a população acolhida. A maior parte, no entanto, já passou da primeira infância. Entre os aptos, 80 têm entre 12 e 15 anos e 56 têm entre 16 e 18 anos. Há 33 crianças de até 6 anos e outras 33 entre 7 e 11 anos. Além disso, 158 dos 202 aptos à adoção são pretos ou pardos, 36 têm algum tipo de deficiência e 91 apresentam doenças que, segundo os critérios adotados pelo censo, podem influenciar a colocação em família substituta. O levantamento considera aptos à adoção os acolhidos que estão juridicamente liberados para colocação em uma família substituta — por exemplo, após destituição definitiva do poder familiar, em casos de orfandade ou quando a filiação é desconhecida. Mais de 200 estão acolhidos há pelo menos 3 anos Sede do MPRJ fica no Centro da cidade, na Avenida Marechal Câmara Alziro Xavier/Divulgação Apesar de o acolhimento ser uma medida que deve ter caráter provisório, 201 crianças e adolescentes estão no sistema há mais de três anos. São 81 entre três e quatro anos; 51 entre quatro e cinco anos; 62 entre cinco e dez anos; e 7 que permanecem acolhidos há mais de uma década. A maior parcela, porém, está há menos tempo no sistema: 707, ou 38,1%, foram acolhidos há menos de seis meses. Outros 374 estão entre seis meses e um ano. A legislação estabelece como regra que a permanência em programa de acolhimento não ultrapasse 18 meses, salvo quando houver necessidade comprovada e fundamentada pela Justiça. Capital concentra 1 em cada 4 acolhidos A cidade do Rio concentra o maior número de crianças e adolescentes acolhidos: 476, ou 25,7% do total estadual. Em seguida aparecem Campos dos Goytacazes, com 223; São Gonçalo, com 84; Petrópolis, com 67; e Nova Iguaçu, com 63. Na capital, 234 dos 476 (49,2%) acolhidos não recebem visitas, e 48 estão aptos à adoção. Em números proporcionais à população, porém, municípios menores aparecem no topo. Duas Barras tem a maior taxa do estado, com 6,375 crianças e adolescentes acolhidos para cada 10 mil habitantes, seguida de Cardoso Moreira (6,174) e Paty do Alferes (6,077). O MCA reúne informações inseridas por serviços de acolhimento, Conselhos Tutelares, Promotorias de Justiça, Juízos da Infância e Juventude e outros órgãos da rede de proteção. Os números do censo retratam quem estava em acolhimento institucional ou familiar em 30 de junho de 2026.

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