Apostadores de plataformas ilegais recorreram ao Reclame Aqui após bloqueio de saques, diz MPRJ
Apostadores reclamam de saques nas plataformas ilegais de apostas esportivas Reprodução Investigação do Ministério Público do Rio (MPRJ) aponta que aposta...
Apostadores reclamam de saques nas plataformas ilegais de apostas esportivas Reprodução Investigação do Ministério Público do Rio (MPRJ) aponta que apostadores de plataformas ilegais de apostas esportivas procuraram o site Reclame Aqui para reclamar da impossibilidade de sacar valores que, segundo eles, haviam sido ganhos. De acordo com documento apresentado à Justiça por promotores do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco), usuários relataram que, após fazer depósitos e acumular saldo nas plataformas, tiveram pedidos de saque cancelados ou bloqueados de forma sistemática. O MPRJ afirma que as reclamações estão ligadas à atuação da empresa FP Sistemas Ltda., investigada por supostamente intermediar pagamentos para operadores ilegais de apostas. De acordo com o documento, uma consulta feita ao Reclame Aqui em julho de 2026 identificou 1.533 reclamações contra a empresa, a maioria relacionada a operações envolvendo apostas on-line sem autorização federal. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agora no g1 Entre os casos citados pela investigação está o de um apostador que afirmou ter depositado R$ 10 mil na plataforma Pixbr.io e alcançado saldo de R$ 32.270,92 após apostas bem-sucedidas, mas não conseguiu retirar o dinheiro. O documento relata ainda que usuários reclamaram de canais de atendimento sem resposta e do bloqueio permanente de contas. Para os promotores, os relatos indicam um padrão de retenção de valores e obstrução de saques, conduta que pode caracterizar estelionato. Movimentação de R$ 1,4 bilhão Um corvette foi apreendido durante ação do MP contra plataformas ilegais de apostas on-line que movimentaram R$ 1,4 bi em 4 anos Reprodução O MPRJ iniciou nesta quinta-feira (13) a Operação Aposta Suja, contra plataformas ilegais de apostas on-line. Segundo as investigações, a organização criminosa explorava diversos sites sem autorização federal e aplicava golpes em clientes. Segundo informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), operações consideradas suspeitas entre 2022 e 2026 movimentaram ao menos R$ 1,4 bilhão. Promotores saíram para cumprir 7 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, expedidos pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa. Até a última atualização desta reportagem, as equipes haviam apreendido 5 veículos. Segundo o MPRJ, a organização mantinha vários endereços, como furiabet.bet, galeradabet.bet, voude.bet, alfagames.bet, pixbr.io, pixdasorte.io, jogadacerta.net, aposteibet.bet, goathbet.com e bravabet.io. O CyberGaeco descobriu que o dinheiro dos apostadores desses sites era direcionado para empresas de fachada. “Além de funcionar sem a necessária autorização do Ministério da Fazenda, as plataformas, segundo as investigações, aplicam golpes nos consumidores, impedindo-os de sacar os valores disponíveis em suas contas”, explicou o MPRJ. MPRJ apreende carro na Operação Aposta Suja Divulgação/MPRJ “Após a captação dos recursos das vítimas, o esquema prosseguia com a lavagem do dinheiro, por meio da conversão em criptoativos, da pulverização dos valores em múltiplas contas e de remessas para o exterior, com o objetivo de reintroduzir o capital na economia formal”, prosseguiu. A investigação do CyberGaeco apura os crimes de exploração ilegal da modalidade lotérica de apostas, estelionato, lavagem ou ocultação de capitais e organização criminosa. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.